Ibama apreende animais em Circo no MS e leva para o Zoo de Brasília.

Jaula da girafa com teto baixo.

Depois de uma intensa batalha jurídica, 23 animais do circo LeCirque retornaram a Brasília nesta segunda, conforme determinação do juiz da 1ª Vara Federal do Mato Grosso do Sul. Os animais estavam em MS e foram transportados pelos donos do circo, com o acompanhamento da Polícia Rodoviária Federal e IBAMA.

Ao todo duas girafas, duas lhamas, dez pôneis, uma zebra, um hipopótamo, quatro elefantes e dois camelos deixaram Campo Grande acompanhados por um zootecnista e um médico veterinário. Eles avaliaram os animais e os liberaram para a viagem, com exceção do elefante conhecido como Chocolate. O elefante africano está com uma pata machucada e, junto com o rinoceronte, que se encontra alojado na mesma carreta, só deve retornar à capital federal quando estiver em melhores condições.

O IBAMA providenciou o retorno dos animais depois que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região cassou as liminares da 9ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal, que atendia pedidos do Le Cirque e suspendia as penalidades pelo IBAMA de embargo e de apreensão dos animais por maus-tratos. O circo evadiu-se com destino a Mato Grosso do Sul antes que o instituto pudesse efetivar a apreensão dos animais.

Entre as irregularidades encontradas pelo IBAMA, foi constatado que a girafa usada nos espetáculos não tinha espaço sequer para erguer o pescoço no cativeiro. Os seis elefantes vivem em uma área de 25 metros quadrados e estão abaixo do peso. O rinoceronte africano, com feridas nos olhos, também passa a maior do tempo enjaulado. A água do hipopótamo estava muito suja.

Rinoceronte com olho machucado.

A situação dos chimpanzés é ainda pior, além de terem sido submetidos a mutilações como castração completa e extração cirúrgica dos dentes, os primatas vivem em uma jaula de não mais que três metros de comprimento, limitados neste pequeno espaço que se apresentava muito sujo e extremamente corroído pela ferrugem. As camas suspensas estavam tão deterioradas que não permitiam que os animais se deitassem. As jaulas também não apresentavam nenhuma condição de segurança. Enferrujadas, tinham apenas pequenas portas de correr, de difícil manejo, por causa do desgaste e manutenção inadequada. Estavam fechadas apenas por um cadeado simples cada, ao quais os chimpanzés tinham acesso fácil, tendo o risco de quebrar e fugir. Além das mutilações, os chimpanzés têm marcas de correntes em seus pescoços e pequenas lesões pelo corpo.

George Stevanovich, proprietário do LeCirque, quer que os animais fiquem no zoológico de Brasília. “Estou na expectativa, mas quero um acordo por escrito de garantia do bem estar dos animais”, explicou. Na avaliação de Stevanovich, o IBAMA não está preparado para o trato dos animais. A prova seriam lesões em um dos elefantes, que está com uma das pernas inchadas. “Ele foi machucado no transporte e o rinoceronte está com um corte na anca”, afirmou.

Tanque do hipopótamo com água suja.

Respeito os Stevanovich e toda família circense porque levam lazer, cultura e diversão a lugares onde as pessoas não têm acesso a nada, nem mesmo a sua própria cidadania. Não sou contra animais em circo. Sou contra qualquer tipo de maus-tratos a animais. Girafa que fica com pescoço curvado porque a jaula é muito baixa, são maus-tratos? Sim. Animais vivendo enjaulados em locais inadequados a maior parte do tempo, são maus-tratos? Sim. Por isso vivo dizendo:

Lugar de animal selvagem... É no seu ambiente natural.

Se quiser dizer alguma coisa, participe nesse fórum.

Fucei no IBAMA, MaracajuNews e Correio Brasiliense. Fotos: relatório Ibama.

2 comentários:

Gatinho Dinho disse...

Gostei muito do blog de vocês.
É bom pra "gatinho". Miau!
Parabéns pelo trabalho e pelo humor.
Eu como gatinho que vim da rua, gosto muito de notícias de animais que foram salvos e hoje vivem bem.
Patinhas para todos!

Gambá disse...

Oi Dinho....Que bom que você passou por aqui...Conte sempre comigo quando precisar de ajuda para combater humanos insanos que maltratam animais...

Abraços e obrigado pela visita.