Minas terrestres (Landmines).

De todas as invenções do Homem, talvez a mais estúpida seja a mina terrestre, um artefato explosivo utilizado pelo exército de vários países, com a finalidade de impedir ou dificultar o avanço de forças de infantaria e carros de combate em campo de batalha. Composta por um invólucro com carga explosiva e um detonador, depois de enterrada a pouca profundidade é detonada pelo peso do alvo que se quer atingir. São divididas em duas classes.

Minas antitanque ou antiveiculares. Destinadas principalmente a veículos. Estes dispositivos contêm cerca de cinco quilos de explosivos, projetadas para serem menos sensíveis e com uma carga explosiva maior, em geral, são acionadas por um peso superior a 500 kg, sendo detonada por carros, tanques e motos, mas supostamente inofensivas a seres humanos e animais.

Minas antipessoais. Mais leves, tem a função de matar ou ferir várias pessoas se estiverem próximas a estes artefatos após a sua explosão. Contêm em média meio quilo de explosivos e fragmentam-se ao explodir. Divide-se em duas subclasses: de explosão e de fragmentação. As primeiras atingem ao alvo de forma a causar os maiores danos possível, despedaçando e queimando o elemento atingido, de forma a reduzir o moral do pelotão, causando além dos danos físicos, os danos psicológicos. O segundo tipo lança grande quantidade de fragmentos em altíssima velocidade, seu alcance é considerável. Algumas minas são projetadas para ferir o maior número possível de indivíduos. Neste grupo existe o tipo saltador, cuja cápsula, após o disparo, salta aproximadamente um metro e oitenta cm de altura, explodindo e lançando fragmentos que se espalham horizontalmente, atingindo a alvos a grande distância.

A maior indústria de minas antipessoais do mundo encontra-se nos Estados Unidos, a Claymore Inc. Esses dementes fabricam um tipo de mina cuja função é destruir e cauterizar logo após a explosão, os membros inferiores dos elementos atingidos, mutilando sem matar. Este artifício é feito de forma que o alvo não venha a morrer por hemorragias, e sim permanecer vivo, acordado, e sentindo dores pela maior quantidade de tempo possível, de forma a quebrar o moral da tropa em seu avanço. Além disso, serão precisos dois homens para carregar o ferido, diminuindo o número de soldados para combate.

Estima-se que a cada ano elas matem ou mutilem de quinze a vinte mil pessoas em cerca de 70 países. "No Norte da África, minas da Segunda Guerra Mundial aterrorizam as populações rurais até hoje", afirma um especialista em remoção de minas da Halo Trust, organização humanitária dos EUA que atua em nove países. Cerca de 110 milhões delas continuam enterradas, esperando novas vítimas, geralmente crianças, populações locais e animais. Os países mais afetados são Afeganistão, Angola e Camboja. Na América, o maior perigo está na Nicarágua, em Honduras, Costa Rica e Guatemala.

Até hoje, 125 países já aderiram ao Tratado de Otawa, acordo internacional de 1997 que prevê a destruição das minas armazenadas ou colocadas no solo em dez anos, entre eles o Brasil. O país produziu, exportou e importou minas até 1989, mas hoje os estoques estão sendo eliminados, o governo fornece recursos e envia especialistas para o programa de remoção de minas da OEA.

O progresso só não é maior porque os três grandes fabricantes mundiais de minas, Estados Unidos, China e Rússia, se negam a assinar o acordo.

Veja um vídeo da campanha da Dangerous Ground contra as minas terrestres.



E ainda dizem que o fedido sou eu. Gente doida.

Fucei na Superinteressante, Wikipédia, HowStuffWorks Brasil, Landmines.org, e E-Mine.

3 comentários:

lella disse...

Olá! Gostaria de linkar esse seu texto, nesse meu aqui:
http://www.nossavia.com.br/comportamento/armas-de-fogo-crianca-na-mesma-residencia

Assim como, em levá-lo para uma comuna no Orkut, o 'Harém do Brasil'. Se a memória não falhou, acho que já levei o texto da matança de focas.

Abraço,

Gambá disse...

Querida Lella....Fique a vontade para utilizar o texto, só não esqueça de mencionar que você linkou de O Gambá de Blumenau..

Abraços do Gambá.

lella disse...

Grata! E não se preocupe. Eu sempre cito as fontes.

Como o texto no Nossa Via já está publicado, colocarei o link num comentário.
Num próximo, que com certeza farei após ver o filme "Tartarugas Podem Voar", eu linko dentro do texto.

E vou linkar se Blog no meu.

Abraço,